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	<title>dalva, Autor em Dalva Corrêa Batida Perfeita</title>
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	<title>dalva, Autor em Dalva Corrêa Batida Perfeita</title>
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		<title>O perfume inebriante da decisão</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 19:36:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Só se vive uma vez…” Quão instigante é essa frase motivacional para Helena dar vazão aos seus desejos e se permitir fazer o que seu corpo lhe pede? Helena titubeou. Não é mais uma adolescentezinha inconsequente fazendo o que dá na telha. Ela quer ter liberdade como sobrenome. Sua mente trava uma batalha entre “por ... <a title="O perfume inebriante da decisão" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/o-perfume-inebriante-da-decisao/" aria-label="More on O perfume inebriante da decisão">Leia mais</a></p>
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<p>“Só se vive uma vez…”</p>



<p>Quão instigante é essa frase motivacional para Helena dar vazão aos seus desejos e se permitir fazer o que seu corpo lhe pede?</p>



<p>Helena titubeou. Não é mais uma adolescentezinha inconsequente fazendo o que <em>dá na telha</em>.</p>



<p>Ela quer ter liberdade como sobrenome. Sua mente trava uma batalha entre “por que sim” e “por que não” fazer. Helena decidiu parar de fingir que se importa com a moral.</p>



<p>Pensou mais um pouco antes de responder à mensagem do gestor, que já releu 7 vezes:</p>



<p>― (&#8230;) <em>você topa me encontrar fora do escritório?</em></p>



<p>“Resposta direta, Helena; sim ou não?”, indagou-se. Digitou “sim” e, como dizem por aí, <em>apertou o botão do f0da-se</em>. O gestor, ansioso pelo retorno, escreveu:</p>



<p>― <em>Hoje, às 18h30, no estacionamento do shopping Carpe Diem. Vamos colocar nossos carros em posição paralela, porta com porta. Te espero.</em></p>



<p>Bateu vontade de desistir. Helena fechou os olhos e imediatamente lhe veio à mente a imagem de sua família. Linda. Ela sorriu e agradeceu em silêncio sua história construída até aqui. Respirou fundo e respondeu à mensagem, sem vacilar: “Combinado”.</p>



<p>“Ah, vai ser só um papo, nada de mais!”&nbsp;</p>



<p>Helena passou o resto do expediente elaborando afirmações que justificassem o ato de ir ao encontro daquela criatura desejada. De repente, pegou-se rindo sozinha… Corajosa ela. Muito dona de si.&nbsp;</p>



<p>Não havia nada urgentíssimo para resolver naquela tarde. Foi então bater um papo com seu time, confirmando checklist de tarefas e esclarecendo dúvidas sobre um novo projeto.&nbsp;</p>



<p>Com a graça dos céus, a hora voou. Às 17h50, desligou o computador, pegou sua bolsa e foi ao banheiro rapidamente para retocar batom e perfume. Estava pronta. Olhou-se no espelho e disse: “Bora!’.</p>



<p>Ela chegou ao ponto de encontro com cinco minutos de antecedência. Enviou uma mensagem com a localização do seu carro para o gestor. Fechou os olhos e torceu para que nenhum estranho estacionasse ao seu lado.&nbsp;</p>



<p>Ainda de olhos fechados, Helena ouviu uma batidinha no vidro da carona. Era ele. Coração na boca? Teve. Falta de ar? Também. O gestor, com aquele perfume amadeirado inebriante, sentou-se ao lado dela. Os dois se olharam por 3 segundos intermináveis, em seguida ele falou:</p>



<p>― <em>Você mexe comigo, Helena. Sempre me senti atraído por você. Eu entendi como uma deixa o que você disse no final da nossa reunião de hoje. Por isso resolvi me arriscar. E você estar aqui é a prova de que eu não me enganei…</em></p>



<p>Enquanto ele falava, Helena se lembrou da foto dele sem camisa, a qual viu dias atrás.&nbsp; Ela sorriu e se aproximou do rosto do gestor para sentir sua fragrância de mais perto. Colocou uma das mãos sobre a coxa esquerda, e a outra, no peito dele.&nbsp;</p>



<p>Esse momento pareceu uma eternidade… Quem daria o próximo passo? Seria um caminho sem volta. Seus lábios se encostaram. Ninguém recuou; na verdade, só rolou entrega. De ambos. Em um beijo quente, devagar, intenso.</p>



<p>Nos minutos seguintes, o mundo poderia acabar, e os dois morreriam felizes.</p>



<p>Mentira! Conversinha do ego.</p>



<p>Foi o melhor momento <em>carpe diem </em>já vivenciado por ela dentro de um carro.</p>



<p>Vinte minutos de puro deleite. Helena sentia-se plena. Cessados os toques, olhou fixamente para o gestor e disse: “Agora vamos voltar para as nossas famílias.”</p>



<p>Ele deu uma piscadinha e desceu do carro.</p>



<p>Naquela noite, Helena estava radiante. e seus meninos perceberam sua Luz. Ela estava enlouquecidamente carinhosa. Até jogou videogame com o Roni.&nbsp;</p>



<p>Helena optou pelo “por que sim”, sendo leal aos seus sentimentos. Isso bastava para sua mente e seu coração.</p>



<p>[E você nem queira saber onde Helena enfiou a roupa impregnada da mistura de perfumes e cheiros do encontro.]</p>
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		<title>&#8220;Só se vive uma vez&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 19:24:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>― Manhêeee, cadê a minha toalha?!, Pedrinho disse após terminar o banho rápido para voltar ao videogame. Helena deu um pulo da cadeira, pois estava completamente entretida, jogada na cama, olhando fotos do seu gestor em uma rede social. Ela criou um perfil fake para stalkear seu objeto de desejo proibido. Não poderia deixar rastros ... <a title="&#8220;Só se vive uma vez&#8221;" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/so-se-vive-uma-vez/" aria-label="More on &#8220;Só se vive uma vez&#8221;">Leia mais</a></p>
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<p>― <em>Manhêeee, cadê a minha toalha?!</em>, Pedrinho disse após terminar o banho rápido para voltar ao videogame.</p>



<p>Helena deu um pulo da cadeira, pois estava completamente entretida, jogada na cama, olhando fotos do seu gestor em uma rede social. Ela criou um perfil fake para stalkear seu objeto de desejo proibido. Não poderia deixar rastros (uma mulher nunca deixa rastros).</p>



<p>― <em>Já vou levar a toalha, Pedro!&nbsp;</em></p>



<p>Ela deu a última espiada numa foto que, <em>nossasenhora!</em>, deixou-a boquiaberta. Ele não estava no papel de gestor naquela foto… Era qualquer coisa, menos profissional: sem camisa, barba por fazer, sorriso sem mostrar os dentes e um olhar hipnotizante. Helena daria tudo para decifrar aqueles olhos castanhos-claros. A foto mostrava apenas o lado esquerdo do corpo. “Ele escolheu mostrar o lado do coração… sedutorzinho barato”, pensou.&nbsp;</p>



<p>Helena perdeu a noção do tempo. Quando chegou ao banheiro com a toalha do filho, este já estava na sala jogando com o pai. “Não vou me culpar por isso, que bobagem!”, disse ela, <em>de boas</em>. Certificou-se de que estavam todos bem e voltou para o quarto. Precisava organizar as coisas para o dia seguinte. Deixou o celular sobre a cômoda e disse para si mesma que não veria mais foto alguma do gestor. Nem de ninguém. Tarefa árdua, mas conseguiu <em>segurar a onda</em>.</p>



<p>Roni cumpriu a promessa: quando Helena abriu os olhos pela manhã, viu seu marido velando seu sono. Ele lhe deu um bom-dia gostoso, o que despertou em Helena uma vontade louca de prolongar o momento.&nbsp;</p>



<p>“Vem cá, meu amor… Está cedo ainda.” Assim, amaram-se como há tempos não acontecia.&nbsp;</p>



<p>A manhã começou tão bem que Helena nem usou os fones de ouvido em seu ritual <em>banheirístico</em>. A energia feminina transbordava, e ela queria manter essa chama acesa ao longo do dia. Nesse instante, veio à sua mente a foto do gestor. Foi inevitável dar uma mordidinha em seu lábio inferior e sorrir. “Helena, não tem ninguém vendo… Permita-se fantasiar.”</p>



<p>Arrumou-se, passou o perfume favorito atrás dos joelhos e das orelhas, deu um beijo nos meninos e foi para o trabalho. Helena criou uma expectativa de encontrar seu objeto de desejo proibido no hall do edifício. Não rolou. Chegou ao setor, deu um giro de 360º, e ele não estava lá. Checou os e-mails para ver se havia alguma mensagem e… nada. Ela tentou se concentrar, precisava ler e assinar uns relatórios, no entanto só pensava naquela figura espetacular da foto que lhe causou uma sensação inebriante na noite anterior.</p>



<p><em>Ligou o radar mental</em>. Queria encontrar um motivo para enviar uma mensagem a ele. “Faremos uma reunião às 13h30!”, lembrou. <em>Morta </em>de curiosidade, escreveu a mensagem pedindo confirmação de presença. Após dois minutos, ele respondeu que estava tudo certo.</p>



<p>Quem disse que Helena conseguiu almoçar? Pediu um sanduba de peito de peru e um mate pelo <em>app </em>de comida. O pedido foi entregue, ela olhava fixamente para o sanduíche sem vontade de comer. Estava muito tensa. Olhou para o relógio, faltavam <em>10 pra uma</em>. “Dá cinco da tarde, mas não dá uma e meia!”, reclamou.</p>



<p>Apenas tomou o mate e esperou sentada. Queria acessar a rede social com as benditas fotos, porém não ia vacilar ali, no escritório. “E se alguém vir?! Dermelivre!”. Que momento, Helena…</p>



<p>Ela foi para a sala de reuniões. De repente, sentiu uma fragrância no ar… “Putz, tinha que vir logo com esse perfume amadeirado que eu amo?! Assim eu não resisto (quer dizer, resisto, sim; tá louca?)”</p>



<p>― <em>Cheguei, Helena! Tudo bem por aqui? </em>Ela gaguejou um pouco e respondeu que sim. O gestor pegou o telefone e pediu café para os dois. Na verdade, Helena preferia uma tequila, teve que travar uma luta com seus pensamentos. Respirou fundo. Duas vezes.&nbsp;</p>



<p>― <em>Está tudo bem, mesmo, minha querida?</em>, perguntou o gestor. Helena apenas anuiu com a cabeça.&nbsp;</p>



<p>O assunto da reunião era muito sério. Helena conseguiu focar sua atenção e encontrar, junto a ele, soluções para os casos. “E por falar em caso”, ela pensou, “que tal a gente transgredir a barreira profissional e beber algo após o expediente?”</p>



<p>Só pensou, mas não falou.</p>



<p>― <em>Helena… Tem alguma coisa diferente em você hoje… Não sei explicar…</em>, disse seu objeto de desejo proibido. Ela, então, comentou: “Há coisas que não conseguimos colocar em palavras, apenas perceber e sentir. Bom, voltarei ao trabalho. Qualquer coisa, é só me chamar.”</p>



<p>Eles se despediram. Helena se concentrou por 15 minutos em suas tarefas, depois <em>entregou os pontos</em>. Lembrou-se dos fones de ouvido. Por sorte, havia colocado o acessório em sua bolsa. Levou uma caneta à boca e a mordeu. “Você vai fazer isso agora?!”, um pensamento gritou. Com uma linda cara de paisagem, Helena pegou seu companheiro de prazer solitário + celular e foi para uma cabine de banheiro em outro andar do prédio. Ah! E levou a caneta.</p>



<p>“O que ninguém vê, ninguém julga”, justificou-se. No celular, rapidamente avançou o play para a cena quente de sua série preferida, colocou os fones, suspendeu a saia-lápis, fechou os olhos, pois queria se imaginar naquele cenário, as mesmas falas e gemidos, com o gestor. Deleitou-se, com a caneta na boca, bloqueando a emissão de sons.</p>



<p>Satisfeita e leve, retornou à sua estação de trabalho. Tocou o bipe de notificação. Sem desbloquear a tela do celular, ela leu a mensagem:&nbsp;</p>



<p>― <em>Helena, estou até agora pensando no que você me disse ao final da reunião sobre perceber e sentir. Então decidi te perguntar: você topa me encontrar fora do escritório?</em></p>



<p>Uma onda de calor invadiu o corpo de Helena. Ela jogou a cabeça para trás, suspirou e afirmou para si própria:</p>



<p>“Só se vive uma vez.”</p>
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		<title>O bom-dia que aquece (não só) o coração</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 19:14:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Às vezes eu quero chorar&#160; mas o dia nasce&#160; e eu esqueço (&#8230;)” Helena acordou com esses versos na cabeça. Como Marina Lima pôde descrevê-la com tamanha verossimilhança? Sim, a letra se aproxima da verdadeira mulher que protagoniza o #EuConto. Ainda deitada na cama, olhou fixamente para um pequeno buraco ao lado do ventilador de ... <a title="O bom-dia que aquece (não só) o coração" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/o-bom-dia-que-aquece-nao-so-o-coracao/" aria-label="More on O bom-dia que aquece (não só) o coração">Leia mais</a></p>
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<p>“Às vezes eu quero chorar&nbsp;</p>



<p>mas o dia nasce&nbsp;</p>



<p>e eu esqueço (&#8230;)”</p>



<p>Helena acordou com esses versos na cabeça. Como Marina Lima pôde descrevê-la com tamanha <em>verossimilhança</em>? Sim, a letra se aproxima da verdadeira mulher que protagoniza o #EuConto.</p>



<p>Ainda deitada na cama, olhou fixamente para um pequeno buraco ao lado do ventilador de teto e se deixou levar por pensamentos desconexos e em como daria conta de exercer todos os papéis no mesmo dia: ser ela mesma, mãe, esposa, filha, gestora, amiga, conselheira, “dona de casa” e arrumar tempo pra chorar. Ops! A capa de Mulher Maravilha está na lojinha de reparos de roupas.</p>



<p>Deu um breve suspiro e levantou-se. “Onde estava o Roni?” Ela gostaria de abrir os olhos e de vê-lo todas as manhãs ao seu lado, porém, não sabe <em>por que cargas d’água</em> isso não acontece com frequência. Foi procurá-lo pela casa e o encontrou encostado na pia da cozinha digitando no celular. Seu pensamento imediato foi: “Ele está respondendo e-mails do trabalho às 6h35 da matina? Será, mesmo?”</p>



<p>Apenas disse a ele: “Bom dia, mô!”. Ele respondeu sem desviar o olhar da telinha retangular: “Oi, dormiu bem, mô?”. Helena ponderou por um instante… Deveria começar uma DR àquela hora?! Decididamente, sim, mas faria diferente.</p>



<p>Fechou os olhos e puxou da memória os componentes da comunicação não violenta para falar sem afugentar o marido. Respirou fundo e disse: “Roni, fico chateada quando você não está ao meu lado na cama de manhã, porque eu adoro abrir os olhos e ver você, te dar um beijo e deitar em seu peito antes de começar a correria do dia.”</p>



<p>Roni se sentiu impactado; surpreendeu-se com a clareza dos sentimentos da Helena ditos sem agredi-lo. Ele teve que se virar nos 30 com ligeireza, pois o lugar-comum “espero sempre o pior” não aconteceu. As palavras não chegaram à boca; ele preferiu, simples e amorosamente, se aproximar dela e abraçá-la. Beijou-a na testa, fez carinho nos cabelos e, enfim, verbalizou: “Eu amo você! Obrigado por se abrir expondo sua insatisfação, mas sem brigar comigo. Amanhã, quando você abrir os olhos, eu estarei ao seu lado, inteiro, só seu.”</p>



<p>Helena, pulsando por todos os poros, concluiu para si mesma: “Esse negócio de CNV funciona! Devo praticá-la com as crianças, os amigos, a equipe e… com o gestor.” Rolou um desconforto nesse pensamento. Depois da cena linda que acabou de acontecer na cozinha (como nos filmes românticos), lembrou-se de quem não deveria (porque poder se lembrar pode).</p>



<p>As crianças acordaram, e a rotina normal tomou conta daquela manhã. Em seu momento <em>banheirístico</em>, com os fones de ouvido, Helena não conseguiu se concentrar. “Hoje não”, ela decidiu. Tomou um banho gelado para “desligar” os pensamentos vãos, arrumou-se, beijos todos, entrou no carro e colocou para tocar a canção da Marina:</p>



<p>“Meus olhos se escondem</p>



<p>Onde explodem paixões&nbsp;</p>



<p>(&#8230;)</p>



<p>Eu não sei dançar</p>



<p>Tão devagar</p>



<p>Pra te acompanhar…”</p>



<p>Pulsa, Helena.</p>
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		<title>Pode, mas não deve fazer&#8230; Será?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 19:09:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[“Hoje tem!” se transformou em “Ontem teve… Morno”.] Helena acordou atrasada. Não faz a menor ideia de como isso aconteceu ou quem desligou o despertador. Não pôde se arrumar da forma como queria, o cabelo estava oleoso, resolveu fazer um coque com uns palitos chiquérrimos que sua melhor amiga trouxe do Japão. Deixou a franja ... <a title="Pode, mas não deve fazer&#8230; Será?" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/pode-mas-nao-deve-fazer-sera/" aria-label="More on Pode, mas não deve fazer&#8230; Será?">Leia mais</a></p>
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<p>[“Hoje tem!” se transformou em “Ontem teve… Morno”.]</p>



<p>Helena acordou atrasada. Não faz a menor ideia de como isso aconteceu ou quem desligou o despertador. Não pôde se arrumar da forma como queria, o cabelo estava oleoso, resolveu fazer um coque com uns palitos chiquérrimos que sua melhor amiga trouxe do Japão.</p>



<p>Deixou a franja cair delicadamente sobre a testa e olhando-se no espelho, disse: “gostei!”.&nbsp;</p>



<p>Passou rímel e batom vermelho para combinar com a esmaltação das unhas. Ao abrir o guarda-roupas, pegou as primeiras peças que saltaram aos seus olhos: uma camisa social branca de algodão e uma saia lápis preta com cinto. Um scarpin de cor nude completou o visual de um dia importante.&nbsp;</p>



<p>Ela sabia que além de estar preparada tecnicamente para fazer uma apresentação para empresários estrangeiros, sua imagem também deveria ser impactante. O mundo funciona assim.</p>



<p>Roni e as crianças já haviam saído, então Helena decidiu tomar café no trabalho. Com a bênção dos céus, o trânsito estava ótimo. Ela chegou a tempo para tomar um expresso com chantili e um minibrownie com castanhas na cafeteria da empresa para adoçar sua manhã.</p>



<p>Caminhou até o elevador e, enquanto o aguardava, seu gestor chegou. Com um sorriso radiante, ele cumprimentou Helena com o olhar… Apenas 5 segundos depois, disse: “Bom dia, Helena. Preparada para o desafio de hoje?”</p>



<p>Ela fez o mesmo movimento. Primeiro, saudou-o com o olhar e só depois falou: “Estou sempre preparada, gestor.” Na verdade, ela queria ter dito outra coisa. Afastou os pensamentos proibidos para não perder o foco.</p>



<p>Peraí… “proibidos” por quê? Era o seu segredo inconfessável: uma atração difícil de controlar. A palavra “proibido” martela em sua cabeça por causa das máximas impostas pela sociedade com as quais, inclusive, ela concordava. “Ambiente de trabalho não é lugar pa…” Ops! Onde um grupo de pessoas se reúne, todo tipo de sentimentos e de emoções podem aflorar, sejam bons ou ruins; intensos ou rasos.</p>



<p>O argumento de Helena para si mesma não se sustenta; ela é casada, tem filhos e uma carreira promissora pela frente. Logo não deve dar vazão ao desejo correndo o risco de perder tudo o que conquistou até agora.&nbsp;</p>



<p>[Não deve, mas pode; ela escolhe.]</p>



<p>Dizem que o cérebro não distingue fantasia de realidade. Pois bem… em seus momentos de intimidade sozinha e com seus fones de ouvido, ela pode ser, fazer e estar com quem quiser. Não há limites para a imaginação. Por ora, esse argumento a deixou satisfeita.</p>



<p>Respirou fundo. Hora de dar o seu melhor na apresentação. Encontrou numa nova troca de olhares com seu gestor a confiança para começar.</p>



<p>Brilha, Helena, brilha!</p>
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		<title>O espaguete escondeu a verdade</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 15:55:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Noite agradável e perfeita para saborear um espaguete “com tudo dentro” feito na panela de pressão. Doze minutos de cozimento e estaria pronto. Helena pensou em cronometrar o tempo pelo celular, mas desistiu. Apenas daria uma olhada nos stories de um perfil engraçadíssimo no Instagram. Entre uma gargalhada e outra, perdeu a noção do tempo… ... <a title="O espaguete escondeu a verdade" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/o-espaguete-escondeu-a-verdade/" aria-label="More on O espaguete escondeu a verdade">Leia mais</a></p>
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<p>Noite agradável e perfeita para saborear um espaguete “com tudo dentro” feito na panela de pressão. Doze minutos de cozimento e estaria pronto.</p>



<p>Helena pensou em cronometrar o tempo pelo celular, mas desistiu. Apenas daria uma olhada nos stories de um perfil engraçadíssimo no Instagram. Entre uma gargalhada e outra, perdeu a noção do tempo… Só se deu conta quando o Jean, seu filho mais velho, invadiu o quarto, dizendo: “mamãe, você deixou o macarrão queimar.”</p>



<p>Antes de sair correndo para a cozinha, indagou-se sobre quem ensinou o menino a acusar, assim, de repente, sem pestanejar. Estaria ela com sentimento de culpa? Imagina! Deixou a verdade escondida no espaguete estorricado.</p>



<p>Pegou a panela, colocou-a embaixo da torneira da pia, levantou o pino para acabar logo com a pressão (em todos os sentidos), jogou água e o vapor se dissipou. Helena não queria acreditar em sua falta de atenção e prometeu, pela milésima vez, que não misturaria o ato de cozinhar com mexidas no celular. Deu um suspiro prolongado e abriu a <em>dita-cuja. </em>Dava para ver as laterais com palitos agarrados. Pegou uma colher de silicone para alcançar o fundo… Havia uma gota de esperança em Helena… Como ela queria salvar aquele jantar! Não deu. Nem se jogasse creme de leite na parte não queimada salvaria aquela refeição.</p>



<p>Helena decidiu enfrentar de uma vez o julgamento da família. Chegou à sala, onde Roni, Jean e Pedro jogavam videogame, e disparou:</p>



<p>“Vamos pedir um nhoque tamanho família pelo app. Bolonhesa ou quatro queijos?” Papo reto, sem melindre tampouco <em>mea culpa</em>.</p>



<p>O pedido levou 52 minutos para chegar. Sim, ela ficou com os olhos&nbsp; grudados nas redes sociais durante todo o tempo de espera. Precisava escapar dos julgamentos alheios que, simplesmente, não aconteceram. Os meninos só queriam comer.&nbsp;</p>



<p>E comeram, em silêncio. Jean sussurou: “hoje está mais gostoso do que o pedido anterior”. Helena deu um meio sorriso, a nuvem sombria que pairava sobre sua cabeça foi embora. Roni abraçou-a por trás, no caminho para a cozinha, e disse: “pode deixar; eu lavou a louça.”</p>



<p>Deu uma mordidinha na lateral da orelha direita e um apertãozinho na cintura dela, depois foi cumprir a tarefa doméstica. Ambos pensaram, mas não falaram: “hoje tem!”</p>



<p>Helena não pegou mais o celular. Colocou as crianças para dormir. Tomou uma ducha gostosa. Lembrou-se de uma cena ardente da sua série favorita. Decidiu se deitar nua, pois as lingeries sexy estavam no cesto de roupas sujas.</p>



<p>Esteja a Mulher que você gostaria de ser.</p>
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		<title>Deixa de ser morna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 15:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Escrita criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Sedução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O despertador toca às 6h45, Helena está deitada de lado e sente um peso em sua coxa esquerda… Logo se dá conta de que é a perna de seu marido. Reluta em clicar na “soneca”, vence essa batalha e se levanta. Ufa! A primeira do dia já foi. Caminha até o quarto dos meninos, Pedrinho ... <a title="Deixa de ser morna" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/deixa-de-ser-morna/" aria-label="More on Deixa de ser morna">Leia mais</a></p>
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<p>O despertador toca às 6h45, Helena está deitada de lado e sente um peso em sua coxa esquerda… Logo se dá conta de que é a perna de seu marido. Reluta em clicar na “soneca”, vence essa batalha e se levanta. Ufa! A primeira do dia já foi.</p>



<p>Caminha até o quarto dos meninos, Pedrinho e Jean, para tirá-los do sono dos anjos. Nunca é uma tarefa fácil. Ela mesma gostaria de voltar para cama e de acordar somente três dias depois. Neste momento, escuta uma voz imperativa dizendo: “você não é mais criança, Helena!”. As crianças resmungam um pouco após as cutucadas &#8211; carinhosas &#8211; da mãe. Elas seguem o fluxo da rotina matinal, bicudas.</p>



<p>A essa hora, o marido já está preparando o café, e Helena avisa que vai se arrumar para ir ao trabalho. Ela entra no banheiro e antes de fechar a porta espia para confirmar se todos estão reunidos na cozinha. Então, pega o celular, acessa o episódio favorito da série “SexLife”, coloca os fones de ouvido, acelera o vídeo até o minuto 8:56, no qual acontece a cena mais quente. Aperta o play e começa a se tocar. Seus dias só começam depois desse momento de prazer… Durante o clímax, ouve a voz do caçula lhe chamando: “mãeeeeeeee, cadê o meu caderno de matemática!”. Assim, ela retorna para a realidade que deseja tanto mudar.</p>



<p>Depois de enfiar o caderno perdido na mochila do Pedrinho, ela volta ao banheiro e toma um banho. Em 20 minutos, está pronta para abrir a porta de casa, dar um beijo em cada um, pegar o carro e fazer o que precisa ser feito para pagar os boletos e para pedir uma pizza de rúcula com tomate seco no fim de semana.</p>



<p>Helena gosta de dirigir ouvindo música. Hoje selecionou “Somooth Operator”, da Sade. Começou a se lembrar do ator da série, mordiscou o lábio inferior, fechou e abriu os olhos rapidamente e pensou: “eu queria que o Roni me tocasse de outro jeito… tem tanta coisa que eu queria experimentar…”</p>



<p>Roni, marido de Helena, não fazia ideia dos desejos dela. Eles têm uma comunicação do tipo “deixa que eu deixo de falar o que eu quero”. E o relacionamento segue assim.</p>



<p>Helena estaciona o carro, vê a hora e respira fundo; faltam 15 minutos para a primeira reunião do dia. Ela atua como diretora da área financeira de uma multinacional. Seu time traz mais soluções que problemas; porém, ela sente que precisa desenvolvê-lo mais. No fundo, Helena sabe a verdade: a transformação deve partir dela para depois reverberar nas pessoas à sua volta.</p>



<p>Ah, mas a rotina, os incêndios a serem apagados, chega o fim do expediente, ela leva trabalho para casa&#8230; Tudo muito igual, muito morno.</p>



<p>Existe um sabotador persistente no pé de seu ouvido dizendo para ela quão difícil é usar a Potência a seu favor. Helena tenta ser forte, mas a voz está fraca, cansada. Ela sabe que é uma profissional phodda, no entanto não consegue se posicionar; quer ser referência em sua área de atuação, não só na empresa em que está agora, mas também para o mundo corporativo; quer ser reconhecida e fazer vibrar com mais intensidade o seu poder.</p>



<p>Helena quer que toque sem parar “Girl on Fire”, de Alicia Keys, em sua vida. Sair do estado morno e arder de dentro para fora, ganhando uma liberdade arrebatadora.&nbsp;</p>



<p>Helena, a escrita pode ajudar você nesse processo. Coloque o medo de castigo, solte o grito no papel, nem que seja para rasgá-lo depois.&nbsp;</p>



<p>Eu conheço um lugar no qual sua voz ecoará trazendo os resultados que você deseja. Você vai se comunicar melhor com seus filhos; vai conseguir verbalizar para o Roni os seus desejos; você vai lidar melhor com o seu time e vai se posicionar no mercado como referência profissional.</p>



<p>Seja a pessoa que você gostaria de ser.</p>



<p>Vamos juntas.</p>
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		<title>Escrita e produção de conteúdo significam a mesma coisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 19:19:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escrita e produção de conteúdo significam a mesma coisa? A escrita é uma das ferramentas utilizadas para produzir conteúdo, contudo não é a única. Se você considera o ato de escrever um tipo de morte súbita, você pode escolher outra forma de colocar sua voz no mundo: podcast, vídeo, fotos, imagens com sua cara ou ... <a title="Escrita e produção de conteúdo significam a mesma coisa?" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/escrita-e-producao-de-conteudo-significam-a-mesma-coisa/" aria-label="More on Escrita e produção de conteúdo significam a mesma coisa?">Leia mais</a></p>
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<p>Escrita e produção de conteúdo significam a mesma coisa?</p>



<p>A escrita é uma das ferramentas utilizadas para produzir conteúdo, contudo não é a única.</p>



<p>Se você considera o ato de escrever um tipo de morte súbita, você pode escolher outra forma de colocar sua voz no mundo: podcast, vídeo, fotos, imagens com sua cara ou seu avatar e até memes.</p>



<p>Cada ferramenta tem seu valor, então você aplica o seu tesouro de conhecimento e de ideias a que te deixará mais confortável.</p>



<p>Produção de conteúdo é ajudar pessoas, como ouso definir.</p>



<p>Já a escrita é texto; palavras que podem gerar libertação, (auto)conhecimento, prisão, toque, afeto, (des)conexão, encontro com a mente e o coração do outro, e com a própria alma.&nbsp;</p>



<p>Por meio dela, eu converso com você; eu vivo, morro e torno a nascer.</p>



<p>É a minha #BatidaPerfeita.</p>



<p>Qual é a sua?</p>
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		<title>Apenas sente-se e escreva!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 19:18:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aptidão para escrever bem vem de uma infância com muita leitura. Se não é o seu caso, não se acanhe; use seu repertório e bagagem de vida.&#160; Espalhe aos quatro cantos do mundo a sua verdade. Neste mundão de meu Deus, há gente aguardando a sua coragem para se inspirar. Mas o que fazer com ... <a title="Apenas sente-se e escreva!" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/apenas-sente-se-e-escreva/" aria-label="More on Apenas sente-se e escreva!">Leia mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aptidão para escrever bem vem de uma infância com muita leitura. Se não é o seu caso, não se acanhe; use seu repertório e bagagem de vida.&nbsp;</p>



<p>Espalhe aos quatro cantos do mundo a sua verdade. Neste mundão de meu Deus, há gente aguardando a sua coragem para se inspirar.</p>



<p>Mas o que fazer com o medo que vem do fundo do peito? Mostre a ele quem manda nesta bagaça! Medo é ótimo como filtro, para não meter os pés pelas mãos, até certo ponto; pois, do contrário, não se vive.</p>



<p>Medo de rejeição, de não ser amada, de não inspirar ninguém, de não-sei-mais-o-quê… Chega.</p>



<p>Sobre o que as pessoas vão pensar ou falar, abordarei dois pontos:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Se você faz, as pessoas falam; se você não age, as pessoas reclamam.&nbsp;</li><li>Bem lá no fundo, as pessoas não se importam taaaaaaanto assim com o que você faz ou deixa de fazer.</li></ol>



<p>Lembre-se de contemplar o mar de dentro; nele habita a liberdade.</p>



<p>Já mandou o medo praquele lugar? Dê tom às suas ideias, deixe que fluam… sorria durante o processo <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p>Pratique esse exercício para destravar, não necessariamente para publicar. Pondere sobre isso depois.</p>



<p>A correção gramatical será mais eficiente, após o descanso dos seus olhos e do próprio texto: um precisa “desviciar” do outro.</p>



<p>Nada de fazer 17 leituras, hein! Desative o modo crítico demais: outro sabotador para você mostrar quem é que manda no recinto.</p>
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		<title>Você não escreve para “todo mundo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 19:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escrita e comunicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É duro aceitar que, nem sempre, você e eu vamos agradar alguém. Seja uma mensagem, um conteúdo nas redes, gesto carinhoso ou um feedback. E o “não agradar” não dá uma sensação gostosa, pois a expectativa (implacável!) sai do plano real para o ideal, vagueia pela imaginação com roupa de gala, esperando consentimento, aplausos, anuência, ... <a title="Você não escreve para “todo mundo”" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/voce-nao-escreve-para-todo-mundo/" aria-label="More on Você não escreve para “todo mundo”">Leia mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É duro aceitar que, nem sempre, você e eu vamos agradar alguém.</p>



<p>Seja uma mensagem, um conteúdo nas redes, gesto carinhoso ou um feedback.</p>



<p>E o “não agradar” não dá uma sensação gostosa, pois a expectativa (implacável!) sai do plano real para o ideal, vagueia pela imaginação com roupa de gala, esperando consentimento, aplausos, anuência, sapatinho de cristal.</p>



<p>Ter uma atitude com foco em agradar as pessoas pode ser frustrante.&nbsp;</p>



<p>“Eu odeio comida japonesa, mas comi para te agradar”&#8230; peraí; podemos chegar num meio-termo sobre isso? Bora parar de me sabotar.</p>



<p>Ter a melhor das intenções também não garante a satisfação do outro, o brilho nos olhos, o sorriso largo… Afinal, tanto a intenção quanto a expectativa são minhas, só minhas. Eu que lute!&nbsp;</p>



<p>[Bora falar de escrita rsrs]</p>



<p>“Dalva, meu post não recebeu curtida nenhuma! Apaguei! Não atraiu ninguém! Que M!”</p>



<p>“Acontece!” ― minha resposta simplista, para começo de conversa.</p>



<p>Sei que é clichê, porém funciona: olhe para você, para dentro; o que você quer?</p>



<p>Eu já fiz esse teste (escrever para agradar), e adivinha? Não deu certo.</p>



<p>O movimento que conecta é entregar aquilo que acredito, confio, quem sou eu de verdade, e quem se identificar chegará.</p>



<p>Fácil, não é. Muitas vezes, dói pra caramba. Mas, olha, não dá para viver refém do modo “preciso agradar, tenho que agradar…”</p>



<p>Passei por isso esta semana. Ainda estou lidando com o fato. Escrever este texto e contar pra você auxilia no meu processo de cura.&nbsp;</p>



<p>Não agradei, e está tudo bem? NÃO (parar de mentir pra si mesma é essencial). Contudo, vai passar. Certeza!</p>



<p>A vontade de desdizer e de “desescrever” é imensa, porém não resolve nada. Nadica de nada.</p>



<p>O lance é aceitar, aprender e tocar a vida. Quem sabe, no futuro, rir de tudo. Relaxar. Entender que sou especial, mas nem tanto. E tudo bem (agora, sim!).</p>



<p>Vida que segue.</p>
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		<title>Postei e saí correndo: e agora?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dalva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 15:18:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes releio o que acabei de escrever e penso: “que besteira! Quem se importa? Alguém vai querer ler isso?” Sim, eu sei que isso já aconteceu com você também. A lixeira de metal, de plástico e a do Windows têm material suficiente para compor um livro, não é? Esse medo paralisante ultrapassa a barreira ... <a title="Postei e saí correndo: e agora?" class="read-more" href="https://dalvacorrea.com.br/postei-e-sai-correndo-e-agora/" aria-label="More on Postei e saí correndo: e agora?">Leia mais</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Às vezes releio o que acabei de escrever e penso: “que besteira! Quem se importa? Alguém vai querer ler isso?”</p>



<p>Sim, eu sei que isso já aconteceu com você também. A lixeira de metal, de plástico e a do Windows têm material suficiente para compor um livro, não é?</p>



<p>Esse medo paralisante ultrapassa a barreira do modo filtro ― saudável, aliás ― e consegue uma cadeira na primeira fila aguardando o espetáculo. Implacável.</p>



<p>Eu costumo usar a expressão “coloque o medo de castigo”, pois acabar com ele pode ser até perigoso… e se ele sustentar um pilar fundamental da nossa estrutura física e mental?</p>



<p>“Tenho medo de postar e de ninguém gostar” é aquele medo de perder o que não tem. Acaba sendo uma proteção para não sofrer.</p>



<p>Sabe o que eu acho, de verdade? Que o medo de dar certo é maior.&nbsp;</p>



<p>“Se der certo, o que farei?”</p>



<p>Quanto menos preparados estamos, mais espaço o medo ocupa dentro da gente.</p>



<p>Vivo em constante aprendizado e estou aqui para te encorajar nesse processo.</p>



<p>O medo tem exercido papel de protagonista em sua vida?</p>
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